Balanço de sete anos de trabalho da Cooperativa

Cooperativa de Viticultores e Olivicultores de Freixo de Numão é «uma empresa» exemplar

2012-03-10
A Cooperativa de Viticultores e Olivicultores de Freixo de Numão faz um balanço de sete anos de trabalho na gestão, sublinhando que tem sido um trabalho duro da direcção constituída.

A Direcção, constituída por Ilídio Carlos Santos, gestor; António Joaquim Assunção; agricultor e António Reinaldo Leocádio Proença, agricultor e funcionário público, ao tomar posse em Janeiro de 2005 encontrou dívidas muito elevadas, de mais de três milhões de euros (ME) de passivo, uma dívida aos bancos e aos fornecedores; nem sequer havia verba para pagar aos funcionários.

A desorganização nos serviços era grande, pelo que foi preciso tomar medidas, das quais a primeira medida foi centralizar o pessoal. Não tinha sentido nenhum ter funcionários no Sector do Azeite e no Sector dos Vinhos. A Cooperativa é uma só. Assim, foram integrados todos os funcionários no Sector de Viticultura, ganhou-se mais trabalho e melhor organização e poupou-se dinheiro. Com o sector dos combustíveis a dar prejuízo, foi feita uma reestruturação e passado pouco tempo já era rentável.

Os horários do pessoal também foram reorganizados. Ao fim de um ano, foi possível reduzir os custos com pessoal do quadro em cerca de 30 por cento. O serviço normal da cooperativa passou a ser executado pelos funcionários, contratando pessoas apenas para os picos sazonais de trabalho.

A direcção diz-se de consciência, assinalando que são uma cooperativa mas a gestão deve ser tão ou mais eficiente que aquilo que fazem as empresas.

Com o apoio do IFADAP a Cooperativa investiu cerca de 1.000.000 euros, cujo principal investimento consistiu nas obras e equipamentos para aumento da capacidade de fermentação e armazenamento do vinho, verificando-se ter sido um investimento muito rentável.

Mas os investimentos abrangeram toda a cooperativa, como a realização de obras nos muros de vedação que estavam caídos; construção de escritórios, sala de provas na antiga destilaria, sala de amostras e vendas, sala de reuniões e de um auditório para as reuniões e festas da Cooperativa.

Instalação de uma cobertura nas bombas dos combustíveis; renegociação do contrato de fornecimento dos combustíveis, com um aumento de quase 50 por cento na percentagem a que a Cooperativa tinha direito e passagem do alvará de venda para o nome da Cooperativa; a mudança da imagem das Instalações e dos rótulos dos vinhos e azeites e implementação do HACCP, como garantia de qualidade.

Apesar de nestes sete anos investir muito, facto que está à vista de todos, a direcção conseguiu reduzir em mais de 1.000.000 euros a dívida que encontrou em 2005.

Hoje, a Cooperativa tem uma situação positiva. Não deve nada aos associados. Tem as campanhas do vinho e azeite pagas a tempo e horas. Sempre pagou dentro dos prazos estipulados.

Tem uma imagem de credibilidade e confiança junto dos clientes, da população e dos associados, com melhoria na qualidade dos seus vinhos e do azeite, comprovada pelos vários prémios nacionais e internacionais conseguidos.

Apesar da crise do país, a Cooperativa tem condições para encarar o futuro encarar o futuro com confiança. «Preocupa-nos a situação dos 39 mil viticultores do Douro. Situação que piora todos os anos com os cortes no benefício, com a descida dos preços, escassez de mão-de-obra e com a concorrência por vezes desleal».

A determinação da direcção é de continuar a trabalhar com uma gestão de rigor e seriedade. «Queremos ser a melhor Cooperativa do Alto Douro para bem dos associados e da nossa terra. Este objectivo só se consegue com muito trabalho e determinação. É isso que faremos sempre, contando com a confiança e o apoio dos nossos associados».

Por último, a Cooperativa adianta que pretende comemorar no próximo ano 55 anos de existência com o orgulho e consciência do dever cumprido.

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  • Cooperativa de Freixo de Numão
    Lugar das Olgas
    Estrada Nacional nº 324
    5155-203 Freixo de Numão
    Portugal